Em discurso direto
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João Pinho
“Wired” à Inovação e à Sustentabilidade
15 Outubro 2018
Google, Amazon, Facebook, GE, Slack, Deliveroo, IDEO e muitas (muitas mais) — juntaram-se em Londres, na passada terça-feira, para discutir o futuro do Retalho, Energia e Dinheiro numa conferência diferente curada pela equipa editorial da WIRED. Sempre com os olhos postos no futuro, a Sonae enviou-me para aprender com os melhores, e aqui estão as ideias-chave que eu trouxe do evento.

O Futuro Será Sem Fricção E Centrado No Ser Humano

"A única coisa que se move mais depressa do que a velocidade da tecnologia é a velocidade das nossas expetativas”. Foi com esta ideia que Martin Harbech, Group Director no Facebook, definiu um objetivo claro para o retalho: aproximar-se de um futuro sem fricção. Partindo da ideia de que "o mundo nunca será mais lento do que é agora” lançada pela antiga Vice-Presidente da GE, Beth Comstock — Harbeck expôs o cenário atual das nossas expetativas enquanto consumidores: Costumávamos estar completamente confortáveis com a reserva de um táxi com 24 horas de antecedência. Agora, ficamos doidos se tivermos de esperar mais de 5 minutos por um Uber.

Amazon Go, Instagram Purchase Stickers for Stories ou Google Pay  (apresentadas por Florence Diss, Head of EMEA Commerce Partnerships na Google) são apenas alguns exemplos de como o mercado se está a adaptar a um mundo onde as experiências de consumo vão exigir que não haja qualquer tipo de esforço. Esta mudança de produto para propósito tem tudo a ver com perceber quem são os nossos clientes e o que estes querem. A abordagem "Human-Centred” é uma grande parte da imagem de marca da IDEO e Emilie Colker, diretora executiva da IDEO, retratou o futuro do retalho como a procura por "relações autênticas”. O objetivo partilhado é o de manter o diálogo autêntico e "natural”. É assim que Werner Vogels, Chief Technology Officer na Amazon, descreve a próxima geração de interfaces informáticos (exemplo: Alexa Voice Service). A mensagem de Vogel foi clara. A inovação é o fator-chave para o sucesso a longo prazo de qualquer empresa. Mas para alimentar este tipo de cultura numa organização, temos de estar preparados para vê-lo como um investimento e estar prontos para enfrentar os riscos inerentes. Uma das tarefas mais difíceis diz ser "vermo-nos livres dos "gatekeepers””.

Objetivo: Sustentabilidade


A tarefa é tornar o mundo num lugar melhor para todos e isso significa mantê-lo social e ambientalmente sustentável. Estas questões podem ir desde a Ética de IA, passando pela Economia Circular, até à Democratização da Tecnologia e o mundo tem de ser criativo na forma como as aborda. Dois dos exemplos partilhados de aplicação prática:

  • Kresse Wesling, Co-Fundadora e Diretora da Elvis & Kresse, demostrou como a empresa está a trabalhar tanto a sustentabilidade social como a ambiental, ao combinar desperdício – como as mangueiras de incêndio que já não são utilizadas em Londres, tecido de seda dos paraquedas, embalagens de chá e café, caixas de sapatos, etc. – com "o trabalho tradicional de artesãos altamente capacitados” para criar produtos de luxo de moda e para casa. A cereja no topo do bolo? 50% dos lucros da gama com mangueiras de incêndio é doado à Fire Fighters Charity;
  • "O lixo de uns é o tesouro de outros.” A premissa da Olio (vencedora do prémio Wired Smarter Startup) é muito simples: se é comestível, está em boas condições, e se tu não o vais comer, publica na "app” e um dos teus vizinhos pode tirar proveito dessa refeição.  

O futuro é sustentável e centrado no consumidor. Todos a bordo?




João Pinho
Innovation Analyst at Sonae
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