Abordagem à Sustentabilidade
A Sonae gere um portfólio diversificado de negócios que abrange as áreas do retalho alimentar e não alimentar - SonaeMC e SonaeSR; do desenvolvimento, gestão e investimento em centros comerciais - Sonae Sierra; e das telecomunicações, media, software e sistemas de informação - Sonaecom.
A pequena unidade de produção de derivados de madeira criada em 1959 transformou-se assim num dos mais importantes grupos económicos portugueses.
Este crescimento deveu-se a uma cultura empresarial que desde sempre acreditou na inovação, na antecipação, na vontade de surpreender e de questionar modelos e as ortodoxias industriais existentes, como sendo a chave para o sucesso das suas atividades.
Uma cultura desta natureza proporciona o surgimento de ideias novas e criativas por parte dos colaboradores. As suas capacidades e competências são valorizadas por uma aposta clara no mérito, talento e dedicação ao desenvolvimento da empresa. São regularmente definidos objetivos que estimulam e desafiam as competências das equipas, de forma a incentivar uma predisposição contínua para a mudança e antecipação de oportunidades.
Esta gestão assente na antecipação e na procura ativa do conhecimento, é também visível pelo facto da Sonae ter sido das primeiras empresas portuguesas a aderir, em 1995, ao World Business Council for Sustainable Development, tendo sido uma das fundadoras do Business Council for Sustainable Development - Portugal (BCSD Portugal) em 2001. Em 2004, subscreveu os princípios do Global Compact das Nações Unidas, cuja aplicação nas várias unidades de negócio constitui, por um lado, um constante desafio, e por outro, um fator essencial para o alcance dos elevados padrões de exigência e de melhoria contínua.
Em 2007, a Sonae lançou, no seu primeiro relatório de sustentabilidade, um conjunto de desafios às suas sub-holdings. Uma vez que cada uma das áreas de actuação tem impactos distintos, os desafios são desenvolvidos de acordo com a especificidade de cada negócio e com a sua estrutura de gestão independente. Deve existir também a respetiva aplicação ao nível operacional.
Na realidade, a gestão de risco constitui um aspecto fundamental da estratégia de sustentabilidade da Sonae, sendo aplicado a todos os processos de gestão e constituindo uma responsabilidade de todos os colaboradores.
Através do processo de gestão de risco, a Sonae controla as incertezas e ameaças que podem afetar os seus negócios, tendo como objetivo a criação de valor. A metodologia utilizada neste processo tem por base os normativos internacionais: Enterprise Risk Management - Integrated Framework do Commitee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission.
No contexto de economia global, existe um reconhecimento expresso da importância que os riscos ambientais, sociais, de transparência e ética, representam para o negócio da organização, estando por isso integrados nos vários processos existentes.
A atuação da Sonae vai assim além do cumprimento com as leis em vigor, adotando um conjunto de princípios de ética, justiça e honestidade. A cooperação é a base das relações estabelecidas com os parceiros, assentes em elevados padrões de lealdade e transparência na governação, conduzindo a parcerias de longo prazo. A independência e autonomia em relação aos poderes central e local é assumida e praticada na gestão diária da empresa, existindo em simultâneo uma predisposição para cooperar com os governos e entidades locais em temas relevantes para a economia nacional, como por exemplo o apoio à infra-estrutura e a criação de nova legislação.
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