Em discurso direto
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Emília Tavares
Prémio Sonae Media Art
07 Dezembro 2017

A arte e a tecnologia têm estado na origem de algumas das mais importantes rupturas nos movimentos artísticos do século XX e continuam a estar no século XXI. A exploração criativa da tecnologia é hoje um dos fundamentos da arte contemporânea, sendo objeto das mais diversas abordagens por muitos artistas.

A constituição do Prémio Sonae Media Art procura criar um espaço de criação e de reflexão em torno das novas alianças entre arte e tecnologia, a um nível cada vez mais sofisticado e que abarca já  as tecnologias cibernéticas, como a arte digital, a vasta rede de possibilidades da computação em termos de animação, som ou grafismo,  as plataformas de rede que possibilitam novos desafios à interatividade entre o artista e o espetador, através da arte virtual ou da internet e ainda os ramos em desenvolvimento da robótica, da realidade virtual, da biotecnologia e da inteligência artificial.

O conceito de media art enfrenta o confronto entre a subjetividade do campo criativo, sempre em expansão e de difícil definição, e o vasto domínio ainda nebuloso da inteligência artificial, programado e de recursos sobre-humanos, o que decididamente irá colocar novos paradigmas de teorização e reflexão sobre o futuro da arte num mundo cada vez mais interativo e imersivo.

Esperamos que o Prémio consiga gerar o dinamismo de criação, mas também de profunda reflexão e discussão que estes novos meios possibilitam, e que confrontam a liberdade de criação com novos desafios tecnológicos.


Emília Tavares,

Curadora, MNAC - Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado

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